Movimento busca literatura pensada para o digital

Eduardo Melo em abril 17, 2013

Nesta noite, em Porto Alegre, será apresentado o “Movimento Literatura Digital”, um movimento-manifesto que defende o digital como um novo espaço para a produção literária. O lançamento ocorre no Instituto Estadual do Livro.

Segundo Marcelo Spalding, idealizador do movimento, “a literatura digital propõe a construção de obras literárias para além do livro, criando, assim, uma nova experiência de leitura. A literatura digital distingue-se do e-book porque estes seriam apenas literatura digitalizada: arquivos em formato EPUB e PDF que imitam o livro impresso, feitos para serem lidos em iPad e outros leitores digitais que reproduzem a lógica do impresso em outro meio.” (mais…)

Nos EUA, 76% das bibliotecas emprestam ebooks

Eduardo Melo em abril 17, 2013

No relatório anual publicado pela American Library Association, fica bastante claro o quanto os EUA abraçaram de vez o livro digital. Mais de três quartos das bibliotecas emprestam ebooks, e quase 40% delas também emprestam ereaders.

Ao contrário do que se poderia imaginar, a ascenção dos formatos eletrônicos não está espantando as pessoas das bibliotecas, pelo contrário. O uso das bibliotecas pelos usuários norte-americanos também registrou crescimento. Alguns fatores foram decisivos para isto: 91% das bibliotecas oferecem acesso à internet grátis, via Wi-Fi, e 62% das bibliotecas são a única fonte de internet grátis nas suas comunidades. (mais…)

Todos serão autores

Eber Freitas em abril 11, 2013

No mercado norte-americano de livros, a fatia dos eBooks cresceu de 1% em 2008, para 23% em 2012. Apesar de ser um avanço impressionante, alguns podem questionar: “e onde está o dinheiro, a escalabilidade do negócio?”. Aparentemente, as grandes editoras, varejistas e distribuidoras estão concentrando a maior parte das receitas, mas não é só isso: os autores também ganharam mais poder. (mais…)

Leitores de eBooks preferem tablets a eReaders

Eber Freitas em abril 12, 2013

>>> Estudo do BISG mostra que a tendência é haver um declínio na venda de leitores digitais, enquanto a venda de tablets se mantém consistente

Conforme tendência que vem se desenhando desde 2010, os tablets estão se tornando os dispositivos de leitura preferidos entre os usuários, enquanto os eReaders perdem seu favoritismo. Segundo um estudo divulgado na última semana pelo Book Industry Study Group (BISG), 44% dos leitores entrevistados preferem utilizar iPad e seus congêneres, enquanto 42% usam aparelhos e-ink. É a primeira vez desde 2009 – quando teve início a série de estudos – que os tablets são apontados como preferidos. (mais…)

O livro além do livro

Postado por eBook Reader em Conteúdo, Hardware, Software. Etiquetado:Congresso Internacional CBL do Livro Digital, Eventos.

Depois que a Internet, a mídia das mídias, transformou drasticamente as indústrias de telecomunicaçoes, entretenimento, música, jogos, cinema, e o modo como assistimos tevê, ouvimos rádio e lemos jornais e revistas, o artefato livro é a última fronteira na digitalizaçao dos meios de comunicação.
As oportunidades que podem ser exploradas ao redor de um novo universo que surge com a digitalização dos livros são inúmeras. Mas qual seria o segredo no entanto por trás do sucesso de alguns empreendimentos voltado aos eBooks? E a resposta é, antes de tudo, ter a compreensäo exata das ferramentas de distribuição digital dos novos tempos.
E como compreender, e romper, as barreiras e a urgência impostas pelos novos modelos de negócios da Era Digital? Atualizando-se em espaços criativos como os oferecidos pelo Congresso Internacional do Livro Digital [congressodolivrodigital.com.br], evento seminal promovido pela Câmara Brasileira do Livro [CBL].
Johannes Gutenberg [1398 - 1468], que aprimorou para o Ocidente a prensa de tipos móveis, e possibilitou com a sua invenção que a manufatura de um novo produto cultural fosse rapidamente popularizada, criando mais tarde toda uma cadeia de valor, certamente poderia estar entre os convidados das mesas e debates. Mas, como um bom empreendedor, gráfico, editor e ao mesmo tempo livreiro, o gênio alemão ficaria entusiasmado tanto com as inúmeras possibilidades de circulação dos livros, quanto pelas perspectivas de conversas em torno do tema se simplesmente acompanhasse as atividades do evento.
Com uma boa dose de senso crítico, e com a ajuda de novos métodos de curadoria de conteúdo, é possível hoje por exemplo ter um livro publicado simultaneamente para diversos hardwares [desktops, ultrabooks, tablets, e-readers, smartphones], sistemas operacionais [Windows Phone, iOS, Android] e formatos [ePub, PDF, MOBI, HTML5]. As novas agências editoriais que estão nascendo com o eBook, estão permitindo a publicação de obras baseado em novos modelos também precupados com a qualidade, acabamento, design e divulgação para obter audiência, acesso e consumo das obras.
Com a democrarização das tecnologias é possível hoje manter uma pequena agência editorial, enxuta, com um fluxo de caixa mínimo na casa dos cinquenta mil reais, mas com uma rede interessante por volta dez colaboradores externos, todos recebendo no regime de free lancers, entre eles copidesques, revisores, diagramadores, capistas, programadores, designers, etc.
Com uma equipe multidisciplinar, um investimento na casa dos três zeros, uma boa ideia, é possível até criar aplicativos, mashups, sites baseados em redes sociais e uma infinidade de canais para a venda, troca, circulação, distribuição e publicação dos livros eletrônicos. Que podem passar por plataformas integradas às redes de metadados, cloud computing, social e mobile commerce, e nas API’s das soluções robustas de empresas como Amazon, Adobe, Google, disponíveis se o empreendedor souber o que está buscando, e se procurar as soluções no lugar certo.
Mas qual é o lugar certo e para que lado empreender, se os desafios postos são na verdade gigantescos e a própria democratização das tecnologias criou paradoxalmente uma fila de startups concorrentes? A resposta está nas entrelinhas das conversas que podemos trocar e ouvir com pessoas interessadas no mesmo tema.
A Câmara Brasileira do Livro, uma das mais importantes e influentes entidades do livro na América do Sul, vem liderando e propiciando debates e conversas à respeito dos eBooks quando se propõe juntar, em dois dias do próximo inverno de São Paulo, a cidade da garoa, as cabeças pensantes de um novo mundo conectado. Os desenvolvedores que põem a mão na massa dentro dos mais adiantados players mundiais estarão presentes demonstrando seus cases para uma plateia de verdadeiros antenados, uma vez que o evento terá transmissão via streaming e através das mídias digitais.
O Congresso Internacional do Livro Digital em sua quarta edição, com o tema ‘O Livro Além do Livro’, se torna um espaço compartilhado de ideias e conversas que podem nos ajudar a pensar melhor nossas carreiras como escritores, como editoras, agregadores de conteúdo, sistemas middleware, livrarias online, estantes digitais, distribuidoras, etc. É uma opção bastante oportuna não só para os jovens e estudantes que buscam conhecimento de como turbinar e gerar novos networks, mas também para aqueles que pretendem empreender negócios com os eBooks e, claro, produzir bom conteúdo em forma de livros.
Nos vemos lá!
Por Ednei Procópio | Publicado originalmente em TI INSIDE | 29/03/2013, às 18:50

Mercado de livro em alta destaca papel de editor

Postado por eBook Reader em Conteúdo. Etiquetado:Câmara Brasileira do Livro, CBL, Ednei Procópio, Fipe, Números, O Livro na Era Digital, Sindicato Nacional dos Editores de Livros, SNEL

Atividade tem graduação própria, mas muitos profissionais são jornalistas de origem
O número de leitores tem aumentado no Brasil. Resultados apresentados por uma pesquisa feita Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas [Fipe] para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL] e Câmara Brasileira do Livro [CBL] indicam crescimento de 7,2% nas vendas de livros entre 2010 e 2011 – últimos dados fechados disponíveis. As editoras brasileiras comercializaram 469,5 milhões de exemplares em 2011 É um novo recorde para o setor.
No caso dos e-books, incluídos pela primeira vez na pesquisa Fipe, os números ainda são pequenos, se comparados ao livro tradicional, mas já têm boa presença no panorama editorial, com mais de 5.200 títulos lançados em 2011. Em relação às vendas, o total desse segmento correspondente a um faturamento próximo de R$ 870 mil.
Apesar de os números indicarem um mercado em expansão, a gerente da CBL, Cristina Lima, estima em 500 o número de profissionais em atividade no Brasil. Oriundos do jornalismo ou dos cursos de letras, a maioria aprendeu na prática técnicas de marketing, relações públicas e administração de empresas, que somadas ao conhecimento de artes gráficas, literatura e ao domínio de alguns idiomas além do português, permitem que exerçam as várias facetas da função.
Trajetórias profissionais como a de Maria Amélia Mello, da José Olympio, uma das mais antigas e tradicionais editoras brasileiras e pertencente ao grupo Record, ou de Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, fundada há 21 anos, confirmam a origem dos editores de livro em atividade no mercado atual. Ambos exerceram o jornalismo antes de ingressarem no mundo dos livros.
Outra característica comum é a paixão pela literatura, que se reflete mesmo entre os mais jovens, como é o caso de Ednei Procópio, que é especialista em e-book. E autor de livros, entre eles “O Livro na Era Digital”, que mostra como as novas mídias estão transformando o hábito da leitura em todo o mundo.
Para acompanhar a dinâmica profissional, os editores ocupam parte de seu tempo em cursos e palestras, onde às vezes são alunos, mas também participam como professores, numa troca constante de conhecimento. Instituições como a Fundação Getúlio Vargas, PUC, Senac e a própria CBL estão sempre organizando eventos desse tipo.
Maria Amélia inclui em seu roteiro sebos e feiras de antiguidades, onde é possível encontrar raridades editoriais que podem servir de inspiração para novos lançamentos. “Todo dia, o editor acorda achando que ele vai descobrir alguma coisa nova“, diz. Emediato, por sua vez, não dispensa a internet para acompanhar o que está acontecendo. Para ele, “o mundo está a um toque de seu dedo“.
Os dois editores citam a Feira do Livro de Frankfurt, em outubro, como a principal no plano internacional, e revelam a expectativa de bons negócios na edição deste ano, que tem o Brasil como tema. Clássicos da literatura nacional e escritores consagrados como José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Ariano Suassuna ou Ferreira Goulart, todos da José Olympio, já tem lugar garantido na bagagem de sua diretora editorial, Maria Amélia.
Com um olho no mercado e outro na qualidade dos textos que seleciona e publica, Emediato prefere aproveitar o evento para estreitar relações com agentes literários, mantendo o networking, que considera indispensável para conseguir bons negócios para a sua editora.
Formação. Com números indicando um mercado em expansão, a procura por cursos de formação profissional para editores de livros não fica atrás. Além daqueles oferecidos por instituições tradicionais, como a Universidade de São Paulo [USP] – o curso de Editoração da Escola de Comunicação e Artes [ECA] existe desde o início da década de 1970 – e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, são oferecidas formações rápidas que buscam atualizar os profissionais já em atividade para as novidades do mercado.
A formação generalista, como definem alguns editores, cede lugar à especialização, cada vez mais necessária em um mercado globalizado. Mas o número de vagas anuais que o vestibular da USP destina para editoração é de apenas 15.
De acordo com o professor Plínio Martins Filho, que coordena essa área da ECA/USP, os alunos ingressam no mercado de trabalho antes mesmo de concluírem o curso, o que faz com que também aprendam na prática. Mas a faculdade também se ocupa da formação técnica dos alunos, que têm uma editora-laboratório para trabalharem todas as etapas da publicação de um livro, da elaboração ou escolha de um texto, passando pela revisão, projeto gráfico, criação da capa, diagramação, até a sua divulgação e comercialização.
A grade curricular inclui formação literária, além de conhecimento jurídico, de marketing e o domínio do português, com todas as suas atualizações. “Somos os guardiões da língua culta”, define Martins Filho, dando a entender que esse atributo é indispensável para quem quer ser um editor de livros.
POR ELI SERENZA | ESPECIAL PARA O Estado de S.Paulo | 07 de abril de 2013

Kindle Paperwhite é bom, mas tela tátil decepciona

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A Amazon começou a vender no Brasil o Kindle Paperwhite [R$ 479], seu modelo de e-reader mais avançado. As principais diferenças em relação ao Kindle básico, lançado por aqui no final do ano passado, são a tela sensível ao toque, a resolução maior e a iluminação embutida. São acréscimos bem-vindos, mas a implantação deles poderia ter desempenho melhor.
A iluminação é muito útil para a leitura em ambientes escuros, mas a tela não recebe luz de maneira uniforme. Nesse quesito, o Kobo Glo, seu principal concorrente, é melhor. O Paperwhite, por sua vez, permite um ajuste mais preciso da intensidade da luz –com um porém: não é possível apagá-la por completo durante a leitura.
A tela sensível ao toque responde bem à maioria dos comandos, mas toques rápidos não são registrados com precisão. O teclado exige uma digitação lenta. (mais…)

Editora irá fornecer aos autores dados sobre pirataria de eBooks

Revolução eBook

A Simon & Schuster, editora norte-americana e uma das chamadas “Big Six”, irá oferecer um serviço inédito aos seus escritores de eBooks: o monitoramento das cópias digitais ilegais de seus livros, bem como as atividades de remoção do conteúdo indevido e rastreamento dos websites infratores. A informação foi divulgada pela CEO do grupo, Carolyn Reidy. (mais…)

Venda de tablets deve crescer 70% em 2013

Revolução eBook

>>> De acordo com o Gartner, setor de PCs e notebooks deve apresentar recuo, compensado pelo aumento nas vendas de ultrabooks < <<

Um estudo divulgado na última semana pelo Gartner, grupo de pesquisas em tecnologia e mercado, revelou que as vendas globais de tablets irão apresentar um crescimento de 69,8% até o final de 2013. Em números absolutos, a projeção aponta para um total de 197 milhões de unidades comercializadas. Em 2012 foram 116 milhões. (mais…)

Qual será a maior e-bookstore brasileira no fim de 2013?

Com um excelente e responsável trabalho de apuração, a jornalista petropolitana Raquel Cozer informou em sua coluna Painel das Letras, publicada na Folha de S.Paulo no último sábado, 15/12, que a Apple está na frente da concorrência na venda de livros digitais: “É a Apple, e não a Amazon, a loja que mais está vendendo e-books no país. E muito mais. O dado surpreendeu o mercado, especialmente porque a Apple chegou na surdina e vendendo livros em dólares, com cobrança de IOF”, informou Cozer. Realmente, com todo o alarde em cima dos lançamentos da Amazon, Google e Kobo, não era de se esperar que a supremacia da Apple durasse mais que alguns dias, mas o fato é que a empresa de Cupertino continua em primeiro lugar. (mais…)